No post de hoje, falei da importância da partida contra a Chapecoense no Oeste do Estado. A missão do tricolor não era nada fácil, afinal neste Estadual o Verdão ainda estava invicto jogando em casa (dos sete jogos, cinco vitórias e dois empates).
E vai continuar invicto pelo menos até a próxima rodada. Com um gol de pênalti de Aloísio aos 37 minutos do segundo tempo, a Chapecoense venceu o JEC pelo placar de 1 a 0.
E ficou barato. Se não fosse pelas defesas milagrosas de Max, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, o placar poderia ter sido até mais elástico.
A Chapecoense começou pressionando o tricolor e com menos de dez minutos, já tinha chego duas vezes com perigo ao gol de Max. Na primeira Aloísio chutou para fora, mas aos 7 minutos Neílson mandou um foguete que obrigou Max a fazer uma grande defesa.
O JEC pouco chegava ao ataque. A chance de maior perigo foi na falta cobrada por Ramon aos nove minutos que o goleiro Rodholpo defendeu.
Passado isto, a Chapecoense que tinha maior volume de jogo, encurralou o tricolor no campo de defesa, e perdeu inúmeras chances de gol. Como alertamos antes, a arma do Verdão é o ataque pelos flancos ora com Thoni pela direita, ora com Aelson pela esquerda.
Aos trinta minutos, Clevérson, que aqui na Arena já tinha perdido um gol cara a cara com Paulo Sérgio, desta vez viu Max crescer na sua frente e desperdiçou uma ótima oportunidade.
Na etapa complementar a estrela de Max voltou a brilhar e o camisa 1 do tricolor fez várias defesas importantes, como no belo chute de Neílson que o arqueiro mandou para escanteio.
O bom atacante Aloísio do Verdão queria mesmo apagar a má impressão com o seu torcedor (ele bateu um pênalti "a la Loco Abreu' com cavadinha contra o Imbituba e perdeu) e conseguiu.
O gladiador, como é conhecido, lutou até o fim. Correu, chutou, marcou e foi premiado aos 37 do segundo tempo. O zagueiro Pedro Paulo, levou um "come" do camisa nove do Verdão e infantilmente derrubou o atleta na área.
Pênalti indiscutível que o próprio Aloísio bateu e marcou, decretando a vitória e a liderança absoluta do returno.
Mas o lance mais polêmico do jogo, veio aos 44 minutos, quando o tricolor tinha uma falta da entrada da área para bater. Ramon, o cobrador oficial, ajeitou a bola e tomou distância para cobrança, quando "do nada" aparece Lima e mete um bago, estragando a jogada de Ramon.
Ali, aconteceu o que há mais de um mês venho falando. Lima e Ramon não se dão. O motivo seria o alto salário que Ramon recebe, e com isto Lima perdeu seu status de "estrela" tricolor.
A bomba estourou mesmo no final do jogo. Ao ser questionado sobre a partida Lima respondeu. "O problema é o individualismo do Ramon, que acha que é o Pelé, aí não dá".
Falou o que pensava, mas na hora errada. Lavou roupa suja, como se diz no jargão popular, no lugar mais impróprio, os microfones das rádios.
Lima instalou uma crise onde não existia. Se o grupo estava rachado apenas internamente, agora é visível para todo mundo. E o pior é que já no próximo domingo, o tricolor tem uma bucha pela frente. Recebe o embalado Avaí.
Giba até tentou contemporizar, mas não adiantou. Lima, cabeça de 15 anos, soltou uma frase que pode ter jogado fora de vez o Estadual.
A semana será longa pelos lados da Inácio Bastos...