Novamente com exclusividade, o Jornal Gazeta de Joinville esteve no STJD, transmitindo em tempo integral o julgamento mais importante do ano.
O erro do América-AM em escalar o atleta Amaral de forma irregular, dava os torcedores uma vitória certa.
Para resolvermos os problemas de conexão que tivemos na semana passada, chegamos no STJD por volta do meio dia.
Dr. Cestário, advogado que defende o time de Manaus no STJD e a presidenta Bruna do América, já estavam por lá. O clima no ar era pesado.
O julgamento que estava previsto para as 13:00 só foi começar depois das 14:15.
O relator Roberto Teixeira não pode comparecer a audiência e foi substituído. Para ajudar no atraso, até o procurador do caso foi alterado. Com isto o julgamento começou com apenas quatro auditores.
Foi uma bela batalha e que durou cerca de cinco horas. No primeiro tempo, após três horas de julgamento a sessão foi interrompida. Fizeram a CBF, um pedido de informação, se um jogador registrado em 15 de junho poderia ser registrado em 15 de outubro.
Com isso o julgamento do tricolor foi interrompido, e os outros processo da pauta entraram. O relógio já badalava 17 horas.
Muita ansiedade, enquanto isto acompanhava a absolvição do Avaí no jogo contra o Flamengo.
Por volta das 18:30 o documento chegou. Tensão total. O JEC então será absolvido?
O relator Dr. Paulo Braks leu o ofício enviado pela CBF que respondeu que não poderia registrar, pois já tinha passado os trinta dias da assinatura do contrato. Com isto a própria entidade máxima do futebol admitiu que o sistema é falho.
Mais algumas considerações e a votação começou. O primeiro foi o relator Dr. Paulo Braks, que votou pela condenação do América.
O coração do jequeano batia mais forte e o chat através do portal Gazeta de Joinville chegava quase a travar.
Depois veio o Dr. Washington. Ele disse que odeia tirar um time que ganhou em campo e fez a sustentação do seu voto por entender que o sistema é falho e a própria CBF já admitiu isto e errou também em outros casos.
O próximo voto era do Dr. Rodrigo Fux, que entendeu que não poderia tirar um time da final de um campeonato porque a CBF mostrou que os sistema era falho.
Muita tensão. O América vencia por 2 votos a 1. Era hora da presidenta votar.
Depois de muito drama e sustentar seu voto ela diz. Com muito pesar, voto pela eliminação do América.
Mas a alegria durou apenas cinco segundos, porque logo depois veio a pá de cal.
A Dr. Renata, presidenta da 4ª comissão disciplinar falou que em caso de empate, favorece o pró-réu, com isto o América estava absolvido.
Parecia inacreditável, mas o tricolor além de perder em campo, perdia também no tapetão a chance de voltar a Série D ou até mesmo ir para a Série C.
A vida é assim, no dia em que completaria 29 anos, recebi em nome da torcida, um belo presente de grego.