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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vogelsanger sai

Quinta-feira, 29 de Junho de 2000 - Fonte Jornal A Notícia.

“Desde o final da tarde de ontem, o Joinville Esporte Clube está sem presidente. O titular Márcio Vogelsanger encerrou seu ciclo no clube confirmando a renúncia que havia anunciado há cerca de dois meses. O responsável pelo clube, a partir de hoje, é o presidente do Conselho Deliberativo José Carlos Vieira. Vieira tem 15 dias, conforme estabelece o estatuto, para promover eleição e nomear um novo presidente. Apesar de insistentes apelos para permanecer, Vogelsanger foi categórico: "Se não consegui tirar o clube do caos em dois anos, está na hora de abrir caminho para outros que tenham maior poder de mobilização da comunidade que eu". O último ato, ontem, foi pagar 30% do salário de maio.O passivo, em torno de R$ 900 mil, segundo ressaltou, é "semelhante" ao que ele encontrou há dois anos, quando assumiu a presidência. Nesse período, contudo, a receita mensal fixa, que era de R$ 20 mil, subiu para R$ 50 ou 60”.
“ A frase mais forte citada por Vogelsanger ao deixar o clube dá bem a gravidade do quadro financeiro. "Se no primeiro semestre a coisa foi ruim, no segundo será pior", prevê.Ontem, um dos possíveis candidatos, Irineu Machado, se retraiu ao tomar conhecimento dos compromissos imediatos da ordem de R$ 140 mil. Outro aspirante, Nédio Domingos, se dizia otimista com um possível consenso, sem necessidade de disputa através do voto”.

Nédio desiste e deixa JEC sem presidente

Quarta-feira, 05 de Julho de 2000 - Fonte Jornal A Notícia

“Menos de 24 horas depois de conceder entrevistas, na noite de terça-feira, como virtual presidente do Joinville, o ex-diretor de Promoções, Nédio Domingos Vitório, retirou a candidatura e pegou de surpresa todos os 23 conselheiros que foram ontem às 19 horas ao clube referendar seu nome.A assembléia extraordinária, que elegeria o novo presidente, ficou esvaziada, forçando o presidente do Conselho, José Carlos Vieira, a suspender os trabalhos até a próxima sexta-feira, quando deve aparecer "pelo menos" uma chapa. Antes disso, havia ainda a expectativa que o grupo de oposição, liderado por Irineu Machado, voltasse a lançar seu nome à presidência. "Prefiro consultar alguns amigos antes de assumir o compromisso", explicou.
“O virtual presidente eleito Nédio Vitório nem compareceu ao clube. Ele teria sido pressionado pela família a não se lançar presidente. Sua mulher Mércia Vitório fez um apelo ao presidente do conselho, José Carlos Vieira, para que não deixasse Nédio assumir a direção do clube, por colocar em risco a empresa da família. Há duas semanas, desde a renúncia de Márcio Vogelsanger, o Joinville está sem um presidente efetivo. Apesar de ter conquistado o título de campeão estadual, a situação das finanças do JEC é delicada, com compromissos imediatos da ordem de R$ 140 mil. Parte desse passivo é de salários vencidos. Ontem, além da ausência do favorito Nédio Domingos Vitório, nenhum integrante da diretoria anterior apareceu na reunião do conselho deliberativo. A oposição estava em peso, mas preferiu manter-se na retaguarda até sexta-feira, quando a assembléia terá prosseguimento. O prazo para a apresentação de chapas se encerra às 12 horas de sexta-feira.Nesses três dias, o clube será comandado por um triunvirato nomeado ontem à noite e integrado pelos conselheiros Gerd Baggenstoss, Getúlio Ferreira e Laércio Beckauser”.

Nédio Vitório é o novo presidente do JEC

Terça-feira, 04 de Julho de 2000 - Fonte Jornal A Notícia


“Depois de um fim de semana cheio de dúvidas, incertezas e desconfianças, o Joinville vai eleger hoje o novo presidente para comandar o clube num mandato tampão de seis meses. Ontem à noite, a chapa de oposição abriu mão de lançar candidatos, deixando o caminho aberto para a situação, liderada pelo diretor de promoções Nédio Domingos.”
“Duas semanas depois de ter conquistado o título estadual, o Joinville viveu ontem um dia de abandono. O presidente interino José Carlos Vieira, presidente do Conselho Deliberativo, não compareceu ao clube. O gerente de futebol, Lico, cancelou os amistosos e viajou à procura de emprego e os jogadores, com salários atrasados, sumiram”.“Nédio ficou revoltado até mesmo com pessoas que estariam a seu lado, como o ex-presidente Márcio Vogelsanger e José Carlos Vieira, que simplesmente desapareceram. Até os jogadores campeões foram abandonados. Não foram respeitados

Irineu assume

Sábado, 08 de Julho de 2000 - Fonte Jornal A Notícia

Crise financeira é o maior desafio a ser enfrentado
“O Joinville elegeu, ontem à noite, o empresário do ramo imobiliário e dirigente de clube amador Irineu Machado seu novo presidente com a missão de, segundo suas próprias palavras, "tirar o time do atoleiro". O vice presidente é o vereador Getúlio Ferreira. A nova diretoria, a ser anunciada na próxima semana, tem mandato que vai até março do próximo ano. O presidente anterior, Márcio Vogelsanger, renunciou logo após o time conquistar o título de campeão estadual.
“O atoleiro a que Irineu se referiu no discurso de posse é a crise financeira que afeta o clube nos últimos anos e que forçou a renúncia de Vogelsanger. Além de um passivo que gira em torno de R$ 1 milhão, tem uma dívida imediata de R$ 200, quase toda de salário atrasado de atletas e funcionários. Irineu Machado vai definir seus diretores até o final da próxima semana. Ele admitiu que tem nomes, mas prefere que as indicações partam do grupo de conselheiros que o apoiaram. Durante três semanas, um instável processo eleitoral revelou a difícil escolha de um novo dirigente. Irineu Machado só aceitou o desafio ao receber ontem, durante reunião do Conselho Deliberativo, promessa de que teria algum recurso imediato. Na própria reunião, vários conselheiros se dispuseram a fazer doações, que somaram R$ 55 mil.Mais dinheiro deve vir, segundo promessa feita pelo presidente do conselho, José Carlos Vieira, pelas mãos do vice-governador do Estado, Paulo Bauer, e do candidato a prefeito de Joinville, o deputado federal Eni Voltolini. Bauer vai conceder audiência com comissão de dirigentes do Joinville nesta segunda-feira, às 14h30, já como governador em exercício”

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Repercussão do Debate

Caros leitores da nova e velha geração. O debate da Radio Globo e também do canal 11 no programa do Weber e Marcelo, deu o que falar. A qualidade dos debates foi boa e pode ajudar o sócio a decidir em quem votar. No debate da TV Brasil Esperança, o clima foi mais ameno e as perguntas não foram tão ferrenhas como no debate da Rádio Globo. Recebi dezenas de e-mails de torcedores expressando suas opiniões sobre as duas chapas. A eleição deste ano tem tudo para ser uma das mais acirradas da gloriosa história do JEC. De um lado Nereu Martinelli, que tem simpatia por parte da torcida e do outro, Irineu Machado homem forte e que conhece muito de esporte. Que vença o melhor e que por favor devolvam o futebol para o clube. Uma coisa é certa, o clube está redondinho na parte administrativa e quem pega-lo agora só vai precisar investir no futebol. O que não dá para aceitar, é fazer igual na gestão passada do seu Mauro, que não depositava nem o GFIP (FGTS) dos funcionários do JEC. Isto o torcedor também precisa saber. Sem falar dos cheques sustados, devolvidos, dívidas trabalhistas e fazendais, linhas telefônicas cortadas e até o IPVA do ônibus atrasado. Recomeçar? Tudo bem, mas sem Mauro Bartholi!

Cadê o recibo?

A coluna foi no JEC, para averiguar quem havia recebido a comissão de R$ 120 mil pago ao integrante da diretoria do ex-presidente Mauro Bartholi, mas o presidente Adelir Alves alegou que o comprovante estava na contabilidade. Como foi exposto a público e o sócio quer saber quem recebeu a comissão em seis parcelas de R$ 20 mil, a coluna vai solicitar que a contabilidade do JEC mostre o recibo para que assim a verdade sempre prevaleça.

Judas e Orkut

“Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo...” Criticar nem sempre é fácil, cabe não a quem tem formação, cabe então a quem tem domínio, e se torna um especialista na construção de um texto crítico, em se tratando de um texto veramente jornalístico. Pendurar um diploma na parede e gritar aos quatro ventos uma formação; qualquer um após a colação de grau pode fazer. Mas, dialogar, informar, respeitar e saber são quesitos além da grade curricular de um super-herói diplomado. Um jornal não pode ser criacionista, evolucionista, caso contrário seria uma bula, inquestionável. A vida é criticamente uma metamorfose inexoravelmente constante. Aqui, critica-se, o bem e também o mal; o belo e o feio; o esperto e o tolo. Ser tendencioso, seguir uma tendência ou ser parcial, se é o que dizem, é até bonito. Quando esta tal parcialidade é sincera e é válida, ao contrário dizer-se imparcial hipocritamente. Agindo como um Judas capitalista ao leitor. (P.G.)